O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (4) que o regime cubano está “pronto para cair” diante da grave crise econômica da ilha, intensificada pela recente queda de seu principal aliado regional — a Venezuela. A declaração foi feita a bordo do Air Force One, pouco depois da operação que resultou na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Segundo Trump, o governo de Miguel Díaz-Canel não seria capaz de se sustentar sem o apoio financeiro e energético que vinha de Caracas, especialmente o petróleo subsidiado, e “parece que vai desmoronar por conta própria”. O presidente dos EUA reforçou que não vê necessidade de uma intervenção militar direta em Cuba por ora, optando por uma postura de observação e pressão econômica.
A posição do governo americano sinaliza uma mudança nos rumos da política externa na região após a operação na Venezuela. Autoridades dos EUA — incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio — alertaram que Havana enfrenta um “grande problema” e que seu papel no apoio a Maduro pode acelerar sua instabilidade interna.
O contexto econômico cubano já é marcado por décadas de dificuldades: inflação elevada, escassez de produtos básicos e forte dependência de importações, agravados pela redução do fornecimento venezuelano. Analistas afirmam que o fim do apoio de Caracas pode desencadear uma crise ainda mais profunda no país, com impacto direto sobre a população.
O governo de Cuba, por sua vez, criticou a ação dos EUA na Venezuela como um “ato de terrorismo de Estado”, informando que pelo menos 32 cidadãos cubanos morreram durante a operação militar em Caracas, o que elevou ainda mais as tensões diplomáticas entre Havana e Washington.
Texto: @jornalgoiasadentro
